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Aula 14 · Módulo 4: Na prática

Erros comuns na documentação de viagem

Doze erros frequentes, do atestado da clínica no pedido online à chancela deixada para o fim, com a correção de cada um.

Revisado em 08/10/2026.

Aula 14 · Módulo 4

Objetivo da aula: reconhecer e evitar erros comuns que atrasam a documentação de viagem.

Um pedido que passa de primeira vale mais que qualquer anúncio

Cada pedido devolvido custa tempo, ansiedade e às vezes a data da viagem. Cada pedido que passa de primeira deixa o responsável mais tranquilo. Conhecer os erros comuns é a forma mais simples de entregar essa experiência.

Erros no passo V

1. Pedido feito pela pessoa errada. O responsável tenta pedir o CVI para destino exclusivo do veterinário habilitado. Correção: conferir na página Sair do Brasil quem pede; para a União Europeia, seguir a leitura mais restrita e confirmar com o VIGIAGRO.

2. Conexão esquecida. Animal despachado em trânsito pela União Europeia sem o CVI de Trânsito. Correção: perguntar sempre se há conexão e se o animal vai acompanhado.

3. Confiar na central da companhia sobre regra sanitária. A companhia fala pela regra de transporte. Correção: para exigência sanitária, seguir o manual do MAPA e a norma do destino; as regras da companhia valem junto.

Erros no passo I

4. Vacina antes do microchip. Para União Europeia e Grã Bretanha, a antirrábica anterior ao chip não vale e precisa ser repetida. Correção: ler o chip antes de vacinar e registrar a data dos dois.

5. Dados que não batem. Nome do animal, número do chip ou CPF do responsável diferentes entre carteira, atestado e pedido. Correção: conferir os dados de identificação em todos os documentos.

Erros no passo A

6. Vacina sem lote ou nome comercial. Comprovante de campanha sem esses dados pode não ser aceito em viagem internacional. Correção: registrar cada dose com todos os dados.

7. Revacinação fora da validade. Na União Europeia, conta como primeira vacinação, e a contagem recomeça; no Mercosul, o animal volta a ser primovacinado. Correção: registrar a validade de cada dose e avisar o responsável antes do vencimento. Um lembrete da clínica resolve.

Erros no passo J

8. Antiparasitário fora da janela. No Mercosul, o tratamento precisa estar nos 15 dias anteriores à emissão. Correção: marcar o tratamento perto do pedido.

9. Sorologia sem os 90 dias. Para a União Europeia, coleta pelo menos 90 dias antes da emissão. Correção: calcular na calculadora antes de confirmar qualquer data com o responsável.

Erros no passo de atestar e emitir

10. Atestado da clínica no pedido online. No CVI eletrônico, o atestado é o gerado pelo sistema; o modelo AS 1 Geral também fica de fora. Correção: gerar no sistema, examinar, preencher e assinar em azul.

11. Exame cedo demais. O atestado precisa estar nos 10 dias anteriores à emissão; se o pedido volta para correção, o prazo pode vencer. Correção: examinar perto do início da janela.

12. Chancela deixada para o fim. O CVI sai, mas o destino exige chancela física. Correção: avisar o responsável na primeira conversa; o MAPA recomenda resolver antes, sem deixar para a unidade de saída nem para o dia do embarque.

Dois documentos genéricos lado a lado, um com sinal de certo e outro com sinal de atenção
Carteira chamada passaporte não é o Passaporte para Trânsito do MAPA.

Dois equívocos de documento

  • RG Animal como documento de viagem. Não encontramos fonte oficial que diga que ele serve para viajar.
  • Carteira "passaporte" como Passaporte do MAPA. Carteiras de vacinação com esse nome não são o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos e não substituem o CVI.

Na prática

  1. Escolha um caso recente da clínica.
  2. Passe os doze erros, um por um.
  3. Marque onde o fluxo da clínica deixa o erro acontecer.
  4. Ajuste o checklist e o roteiro de atendimento.
  5. Repita a revisão quando o MAPA atualizar um manual.

Caso: o pedido devolvido duas vezes

Situação. Um pedido para o Paraguai voltou para correção porque o número do microchip no atestado tinha um dígito trocado. Na segunda análise, voltou de novo: o exame já tinha 11 dias na data da emissão prevista.

Exercícios

  1. Antirrábica aplicada antes do microchip, para a União Europeia:

    1. a) vale.
    2. b) precisa ser repetida.
    3. c) vale se a sorologia der positivo.
    Ver a resposta

    Resposta: b) precisa ser repetida.

  2. Quando avisar o responsável sobre a chancela?

    1. a) No dia do embarque.
    2. b) Na primeira conversa.
    3. c) Depois da emissão.
    Ver a resposta

    Resposta: b) Na primeira conversa.

  3. Comprovante de antirrábica de campanha sem lote, para viagem internacional:

    1. a) é sempre aceito.
    2. b) pode não ser aceito.
    3. c) substitui o CVI.
    Ver a resposta

    Resposta: b) pode não ser aceito. Fonte: MAPA, item 28.

  • Erros 1, 2, 10 e 12 (quem pede, CVI de Trânsito, atestado do sistema, chancela): MAPA, Sair do Brasil.
  • Erro 3: Portaria ANAC nº 17.476/SAS; MAPA, Sair do Brasil.
  • Erros 4, 7 e 9: MAPA, Atenção União Europeia, setembro de 2026; Regulamento Delegado (UE) 2026/133; Portaria MAPA nº 741/2024, art. 10.
  • Erro 5 e caso: Res. CFMV nº 1.321/2020, art. 3º.
  • Erro 6: MAPA, perguntas e respostas, item 28; Res. CFMV nº 1.321/2020, art. 6º.
  • Erro 8: Portaria MAPA nº 741/2024, art. 13.
  • Erro 11 e caso: MAPA, perguntas e respostas, item 16; Portaria MAPA nº 741/2024, art. 14.
  • RG Animal: gov.br, SinPatinhas. Passaporte para Trânsito: Instrução Normativa MAPA nº 54/2013.

Fontes (consultadas em 08/10/2026)

Conteúdo informativo, preparado com fontes oficiais consultadas em 08/10/2026. Não substitui a orientação do VIGIAGRO nem o atendimento veterinário.

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